Banco do Brasil, Bradesco e Santander já começaram a praticar novas taxas para aquisição de imóveis.

RIO – O movimento da Caixa Econômica Federal (CEF) de redução na taxa de juros para o financiamento imobiliário levou os principais concorrentes de mercado a anunciar queda em seus índices para crédito imobiliário com recursos da caderneta de poupança.

O Banco do Brasil, Bradesco e Santander já começaram a praticar novas taxas para aquisição de imóveis. O Itaú Unibanco também já havia alterado suas condições. De acordo com as institutições financeiras, as taxas que foram reduzidas são as mínimas, e que para conseguir esse preço o tomador precisa aceitar uma série de condições, sobretudo maior relacionamento com o banco.

Para o pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV) e especialista em negócios imobiliários, Pedro Seixas, a queda na taxa básica de juros, a Selic, e a retratação no volume de contratos com a Caixa nos últimos anos incentivaram o reposicionamento de mercado dos bancos privados e do Banco do Brasil:

  • O corte nas taxas de juros pode ajudar na recuperação do mercado imobiliário e de construção civil, com maior número de lançamentos e aumento do volume de financiamentos. Além disso, para o consumidor é positivo na medida em que para cada um ponto percentual de redução na taxa de juros anual, temos queda de 5% no custo final de financiamento – explica Seixas.
  • Além das taxas de juros, os bancos privados estão melhorando as suas condições gerais de aquisição de financiamento imobiliário. Com a economia ainda em recuperação, as pessoas agora precisam de condições de contratação desse crédito – avalia Alfredo.Segundo dados do Banco Central, as taxas médias de mercado para financiamento imobiliário para pessoas físicas caíram de 15,4% em janeiro de 2017 para 10,8% em março deste ano, em meio a trajetória de queda da Selic, atualmente em 6,5% ao ano. Já as taxas médias para as operações com recursos do FGTS, recuaram de 10,2% para 7,8%.
  • Caixa
    Na Caixa, os juros do crédito imobiliário foram reduzidos no dia 16 de abril, após mais de um ano e meio de taxas congeladas. A Caixa diminuiu sua taxa mínima para Sistema de Financiamento de Habitação (SFH) de 10,25% para 9% ao ano.  Essa é a modalidade para financiar residências de até R$ 800 mil para todo o país e no valor de R$ 950 mil para Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal. Para imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), cujos valores dos imóveis são acima dos limites do SFH, a taxa mínima caiu de 11,25% para 10% ao ano.
  • Banco do Brasil
    No Banco do Brasil, a taxa de juros foi reduzida no dia 24 de abril de 9,24% para 8,89% ao ano no SFH e de 10,15% para 9,35% ao ano na carteira hipotecária. O banco tem oferecido também a portabilidade do financiamento imobiliário contratado por seus clientes em outras instituições.
  • Santander
    No Santander, a taxa de juros foi reduzida no dia 25 de abril de 9,49% para 8,89% ao ano no SFH e de 9,99% para 9,49% ao ano no SFI.
  • Bradesco
    No Bradesco, em abril, reduziu os juros de 9,3% para 8,85% ao ano do SFH, e de 9,7% para 9,3% ao ano no SFI.
  • Itaú
    No Itaú, as taxas seguem as mesmas, no mesmo patamar das anunciadas pela Caixa. O percentual é de até 82% do valor do imóvel, com valor mínimo de R$ 80 mil, tanto para imóveis novos como usados.

Bibliografia:

https://oglobo.globo.com/economia/bancos-reduzem-taxa-de-juros-para-financiamento-imobiliario-22663690